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Tecnologia e Género


Após meses de pesquisa sobre a temática de género, concluimos parte do nosso trabalho, embora a pesquisa seja interminável, são as consequências de um mundo tecnológico sempre em evolução,

Podemos aqui ver um resumo do que temos vindo a postar aqui no blogue, ou seja, os principais pontos sobre a relação entre Género e as Redes Sociais, os Videojogos e os Gadgets.

Aqui fica o resumo, elaborado no Mindomo.

http://www.mindomo.com/view.htm?m=6b99362658a9432b9028a38d5b56a5d7

Gadgets e Género parte 2

Como vimos num dos posts anteriores, cada vez mais as empresas de gadgets estão a apostar em produtos mais "femininos" mas, como colocamos no outro post, será que estes produtos fortalecem o poder das Mulheres neste mercado? Ou apenas fortalecem estereotipos antiquados de género?


Estamos mais inclinados para a segunda opção.


O mundo de gadgets é ainda demasiado masculino, mas o problema não está aí. O problema está na distinção que existe entre género.

As empresas continuam a optar por criar produtos para homens, e produtos para mulheres, mas porque não apostar apenas em produtos para pessoas.
Vejamos certos produtos como o iPhone, iPod ou o Mac (Este blogue não é patrocinado pela Apple. Juro!). Estes gadgets têm um design elegante e apelador, quer para homens quer para mulheres, sendo um sucesso de vendas em todo o mundo.


Mas este não é a unica solução para tornar o mundo dos gadgets mais equalitário.

Um dos outros grandes problemas é a alienação que as mulheres "sofrem" com os media especializados.
E porque uma imagem vale mais que mil palavras:



Revistas como esta não fortalecem em nada o sentimento de pertença das mulheres no que toca ao mundo dos gadgets, e creio que qualquer mulher ao ver esta revista pensa "Isto não é para mim".

Mia Kim, editora do Weblog, Popgadget, fica contente com a entrada de mais mulheres no mundo dos gadgets e tecnologia, mas afirma que não sente o mesmo quanto à atitude das empresas, nomeadamente com o que estas pensam que as mulheres querem. E é este o principal problema.

"Their solution is to do things like add mirrors to cell phones, make things pink, instead of really dealing with the issue of not marketing to women and not having media or retail outlets that are women friendly."

Enquanto existir esta atitude, este universo dos gadgets terá sempre uma dicotomia entre género.

Gadgets e Género parte 1

Como temos vindo a referir neste blogue, a questão de género e a sua relação com a tecnologia tem vindo a alterar bastante, e tal alteração foi imediatamente reconhecida por parte de grandes empresas de gadgets.
Devido ao crescente poder de compra das mulheres, diversas empresas de tecnologia começaram a desenvolver produtos exclusivos para um público feminino, tornando este no principal público para gadgets.

A famosa empresa de informática Intel foi das primeiras a apostar com sucesso neste mercado, criando "capas" com padrões, de modo ás mulheres poderem personalizar e dar alguma cor aos seus computadores portáteis. A Intel criou ainda uma gama de monitores LCD com a capacidade de se transformarem em malas.



Outro gigante da tecnologia a apostar em produtos dirigidos a um publico feminino foi a Nokia. O caso de sucesso da empresa Finlandesa de telecomunicações, visto estar tão massificado e fazer parte do dia-a-dia de grande parte das pessoas, é de fácil observação.

Longe vão os tempos em que os telemóveis eram algo de gigantesco e horroroso. Hoje em dia o telemóvel é algo "essencial", e tal como o relógio de pulso, torna-se cada vez mais um objecto de moda. E tal como a Swatch está para o design inovador dos relógios, a Nokia está para os telemóveis. Ultimamente, a Nokia tem vindo cada vez mais a apostar em telemóveis mais elegantes, dirigidos a um publico feminino, como é o caso do Nokia 7280.

Inspirado pelo "glamour dos anos 20", este modelo é "esguio, discreto e elegante." A tentativa de agradar a um público feminino é tanto que o telemóvel inclui nas suas aplicações um conversor de numeros de roupa e de calçado...

Será que estes exemplos fortalecem o poder feminino num mercado dominado claramente por homens, ou apenas reforçam um estereótipo antiquado de género?

Vamos tentar responder a esta mesma pergunta no nosso próximo post.



Fontes:
http://www.intel.com/cd/corporate/pressroom/emea/eng/179880.htm

http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/3680146.stm

http://www.nokia.pt/apoio-e-software/apoio-produto/nokia-7280

Mulheres preferem TV plasma a jóias, diz estudo

Ao pesquisar na Internet sobre a relação da mulheres com a tecnologia, descobrimos um artigo datado de 2 de Agosto de 2006, que nos pareceu interessante, mesmo que podendo estar já desactualizado.


A empresa norte-americana Oxygen Network, administrada e propriedade de mulheres, encomendou um estudo que visou quantificar a relação das norte-americanas com a tecnologia.
De acordo com esse estudo, 77% das mulheres inquiridas prefere um televisor plasma a um colar de pérolas e 56% abdicariam de uma viagem para poder adquirir um plasma.

Quanto à relação quotidiana de mulheres e homens com a tecnologia, revela o estudo que as mulheres têm em média 6,6 equipamentos tecnológicos, e os homens, 6,9. Revela também o estudo que 46% das mulheres consegue arranjar o computador quando dá erro.

A respeito da primeira parte do estudo, na nossa óptica, talvez peque por enquadrar tecnologia, jóias e viagens, num mesmo contexto de luxo e lazer, quando a tecnologia é cada vez mais uma necessidade quotidiana das pessoas e das famílias.
A segunda parte do estudo, vem encurtar o hiato que geralmente se julga existir entre homem e mulher, no que concerne às tecnologias.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1086224-EI4803,00.html

Gadgets e Género

Quem será que se sente mais à vontade no mundo dos Gadgets? Homens ou mulheres? O canal Norte-Americano NBC tem a resposta, numa pequena peça bastante interessante.